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Brasil vence Senegal, quebra tabu e anima torcida

Confira a análise de Rafael San Filho.


Uma pessoa muito especial me disse ontem que o futebol era imprevisível. Essa frase reflete na campanha da seleção nesses amistosos, no irônico regresso mas também no incontestável progresso. E o Brasil sai de um jogo apagado contra o Japão pra enfrentar, de igual pra igual, uma seleção que não sabia o que era perder há 26 partidas.

Brasil finalmente venceu Senegal, em um primeiro tempo digno de copa do mundo. No caso do Brasil, entrou em campo num 4-2-4: com Alex Sandro, Marquinhos, Magalhães e Militão. Casemiro, Bruno Guimarães. Matheus Cunha, Vini Jr, Rodrygo e Estêvão. Um time com muita ofensividade, muito trabalho com a bola e muito versátil: diferente pela movimentação, aciona muito a virada de jogo, o que foi suficiente pra mantar a seleção de Senegal na roda.

Olhando pra defesa, o jogo de Marquinhos hoje foi discreto. A zaga tinha um nome orquestrador, que atua como um maestro pelo time brasileiro; Gabriel Magalhães, que saiu sentindo a coxa mas, ainda assim, foi o defensor principal— ele e Éder Militão— no esquema defensivo da seleção. Onde coube espaço espaço pra improvisar Militão pela lateral direita, um nome questionável praquela posição, mas acrescentou muito nos aspectos defensivos da equipe.

Era imaginado um cenário complicado pro Brasil atuar, sabendo a seleção formidável de Senegal e seu jejum de vinte e seis partidas invictas. Era realmente o momento do Brasil ser Brasil! E assim foi! Depois de um único de jogo truncado, a seleção passa a controlar o jogo e ter domínio da bola o tempo inteiro, Senegal não deu conta da versatilidade da equipe canarinha!

E o efeito Estêvão reapareceu novamente! Ele é o artilheiro da era Ancelotti, com um total de 4 gols.

Daquele momento em diante, só Brasil toca na bola e é preciso lembrar das jogadas pré-definidas desse elenco; uma jogada de falta ensaiada que é posta em prática desde o jogo contra o Chile e sempre com o Casemiro sendo alvo pra bola cabeceada. E aí, finalmente sai o segundo gol… Do gigante, do mago, do volante de terno, Casemiro! Que jogo fez o Casemiro hoje! E o Bruno Guimarães também! Participaram do jogo do início ao final. Bruno Guimarães sendo o cara que mais passa a paixão que ele sente por vestir essa camisa tão pesada.

A torcida brasileira ditou também o tom nas arquibancadas e a seleção prosseguiu com o domínio do jogo, só oscilando algumas vezes, sendo um time já cansado e perigoso a partida inteira.E também tinha umas jogadas importantes mal definidas, seja por Rodrygo ou Matheus Cunha no último passa— e mesmo assim, o ataque inteiro foi muito bom.

– Mas de olho em João Pedro! Porque não fez tanto no tempo que entrou… E eu acho também… Minha opinião! Que Alisson ainda é o melhor goleiro em atividade no Brasil de hoje. Ederson foi consoante ao time, também foi bem, mas o Alisson vive um momento melhor.

Brasil dominante, um time Versátil, carrasco, com movimentação… E agora se prepara pra fazer bem feito contra a seleção da Tunísia, na terça-feira.

ESPECIAL COPA DO MUNDO 2026

-por Rafael SAN Filho

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