
A partir do mês de janeiro de 2026, começa a retirada definitiva dos tradicionais orelhões das ruas do Brasil, um marco que sinaliza o fim de uma era da comunicação pública no país. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após o término das concessões de telefonia fixa, o que faz com que as operadoras como Oi, Claro, Algar, Sercomtel e Telefônica, deixem de ser obrigadas a manter os telefones públicos nas cidades.
Atualmente, ainda existem cerca de 38 mil orelhões instalados em todo o país, um número muito menor do que os cerca de 202 mil registrados em 2020 devido à popularização dos celulares e uso de internet.
Na Paraíba, ainda estão em funcionamento 147 orelhões ativos em 75 municípios. Eles serão gradualmente removidos das ruas, mas só serão mantidos até 2028 nas localidades que não têm cobertura de telefonia móvel, garantindo que moradores de áreas mais isoladas tenham pelo menos uma opção de comunicação até que a cobertura de celular ou outra tecnologia esteja disponível.
A retirada não será imediata em todas as cidades, inicialmente serão removidos os aparelhos e carcaças já desativados ou sem uso.
Como parte dessa mudança, a Anatel determinou que os recursos antes utilizados na manutenção dos orelhões sejam redirecionados para investimentos em redes de banda larga, expansão da telefonia móvel 4G/5G e melhorias em conectividade, refletindo as necessidades atuais da população.
Os orelhões, que foram criados no ano de 1971 e tornaram-se um símbolo da comunicação urbana no Brasil, tiveram no passado importância fundamental para ligar pessoas de forma imediata e pública.
Com seu design icônico e uso massivo por décadas, eles fizeram parte da rotina de muitas gerações até perderem espaço com os aparelhos celulares.
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