
A Paraíba registrou, em 2025, um aumento de 386% nos resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão, com mais de 250 pessoas retiradas dessa situação, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) durante o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
O crescimento dos números reflete tanto a persistência desse tipo de violação no estado quanto o aumento nas denúncias feitas pela população aos órgãos de fiscalização.
O trabalho em condições análogas à escravidão, além de restringir a liberdade de locomoção, inclui jornadas exaustivas, falta de descanso, tarefas pesadas e ambientes degradantes, e foi especialmente identificado no setor da construção civil.
Nas fiscalizações, foram encontradas situações como alojamentos precários, falta de ventilação, ausência de água potável e sanitários, e risco elevado de acidentes de trabalho.
Quando as irregularidades são confirmadas, os auditores-fiscais do trabalho coordenam o resgate dos trabalhadores, e o MPT adota medidas legais contra os empregadores.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo site do MPT, pelo aplicativo MPT Pardal ou pelo Disque 100.
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