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Brasileirão chega a 15 treinadores demitidos

Futebol|Do R7

 

Botafogo anunciou na noite desta terça-feira (18) a saída do técnico Franclim Carvalho. O português não resistiu à sequência de resultados negativos e deixou o cargo depois de quatro meses e 22 jogos à frente da equipe. A demissão acontece às vésperas da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, que já contabiliza 15 mudanças no comando das equipes.

A pressão sobre Franclim aumentou principalmente após a goleada sofrida pelo Botafogo na Copa Sul-AmericanaNa última semana, o time carioca foi derrotado por 6 a 1 pelo Cienciano, em Cusco, no Peru, pelo jogo de ida das oitavas de final da competição. O resultado foi considerado um duro golpe para a equipe e aumentou a cobrança sobre o treinador.

Poucos dias depois, o Botafogo voltou a perder. Pelo Brasileirão, a equipe foi derrotada por 1 a 0 pelo Vitória, no Barradão, ampliando a sequência negativa e contribuindo para a decisão da diretoria.

Durante sua passagem pelo clube, Franclim Carvalho comandou o Botafogo em 22 partidas. Foram dez vitórias, sete empates e cinco derrotas, com 36 gols marcados e 26 sofridos. O aproveitamento foi de 56,1%.

A saída do português também amplia uma marca expressiva no Brasileirão de 2026: são 15 trocas de treinador até o momento, envolvendo 11 dos 20 clubes participantes. Algumas equipes já fizeram mais de uma mudança na temporada, casos de Botafogo, ChapecoenseSantos e São Paulo.

A dança das cadeiras começou ainda em fevereiro, quando Jorge Sampaoli deixou o Atlético-MG. O argentino foi desligado em 12 de fevereiro, após o empate por 3 a 3 com o Remo, pela terceira rodada. Contratado em setembro do ano anterior, ele comandou o Galo em 34 jogos, com dez vitórias, 16 empates e oito derrotas, além de ter sido vice-campeão da Sul-Americana. O aproveitamento foi de 45%.

Dez dias depois, Fernando Diniz foi demitido pelo Vasco. O treinador, que estava no clube desde maio de 2025, deixou o cargo após um início ruim no Brasileirão, com um empate e duas derrotas. Em 54 partidas, acumulou 17 vitórias, 15 empates e 22 derrotas, com 41% de aproveitamento.

No Remo, Juan Carlos Osorio também não resistiu ao começo de campeonato. O técnico foi dispensado depois de a equipe registrar um empate e três derrotas nas quatro primeiras rodadas do Brasileirão. A decisão ocorreu após a derrota por 2 a 1 para o Paysandu, na primeira partida da final do Campeonato Paraense. Osorio fez 14 jogos, com quatro vitórias, oito empates e duas derrotas, alcançando 48% de aproveitamento.

Em março, a lista ganhou nomes de peso. O Flamengo demitiu Filipe Luís no dia 3, após um início abaixo das expectativas e as perdas dos títulos da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. Apesar de ter sido campeão brasileiro e de acumular cinco títulos desde 2024, o treinador acabou desligado após 100 jogos, nos quais obteve 63 vitórias, 22 empates e 15 derrotas, com 70% de aproveitamento. No Brasileirão, foram uma vitória, um empate e uma derrota.

Seis dias depois, Hernán Crespo deixou o São Paulo. A demissão ocorreu mesmo com o Tricolor na liderança do Brasileirão, após três vitórias e um empate nas quatro primeiras rodadas. Em sua segunda passagem pelo clube, Crespo comandou 46 partidas, com 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas, registrando 51% de aproveitamento.

No CruzeiroTite foi demitido em 15 de março, após o empate por 3 a 3 com o Vasco, pela sexta rodada do campeonato. O treinador ficou 17 jogos no comando da equipe, com oito vitórias, três empates e seis derrotas. O aproveitamento foi de 53%, além da conquista do Campeonato Mineiro de 2026.

Dois dias depois, Juan Pablo Vojvoda deixou o Santos. A decisão veio após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, pela sétima rodada do Brasileirão. O argentino havia sido importante na luta contra o rebaixamento na temporada anterior, mas não permaneceu no cargo em 2026. Ao todo, foram 34 partidas, com dez vitórias, 14 empates e dez derrotas, para um aproveitamento de 43%.

O Botafogo voltou a aparecer na lista em 22 de março, quando Martín Anselmi foi demitido. A decisão chamou atenção porque ocorreu mesmo depois de uma vitória sobre o Bragantino, pela oitava rodada. Contratado em dezembro de 2025, Anselmi comandou o time em 18 partidas, com sete vitórias, dois empates e nove derrotas, somando 43% de aproveitamento.

Na Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo foi dispensado em 3 de abril, depois da goleada por 4 a 0 sofrida diante do Atlético-MG, pela nona rodada. O treinador estava no clube havia quase dois anos e acumulou 89 jogos, com 36 vitórias, 28 empates e 25 derrotas. O aproveitamento foi de 51%.

Logo depois foi a vez de Dorival Jr deixar o Corinthians. O técnico acabou demitido após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na 10ª rodada. Em sua passagem pelo Timão, foram 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas em 66 partidas, além de dois títulos conquistados. O aproveitamento ficou em 49%.

Em 13 de maio, Roger Machado deixou o São Paulo. O treinador vinha sendo pressionado pelas atuações irregulares e pela queda da equipe na classificação. A eliminação para o Juventude, na quinta fase da Copa do Brasil, acabou sendo decisiva para a saída. Roger comandou 17 jogos, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas, alcançando 49% de aproveitamento.

A Chapecoense voltou a trocar de treinador em 25 de maio. Fábio Matias foi desligado após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, pela 17ª rodada. Com apenas dez jogos à frente da equipe, o técnico teve duas vitórias, um empate e sete derrotas, registrando somente 23% de aproveitamento.

Em 18 de junho, Renato Gaúcho deixou o Vasco. A saída ocorreu durante a paralisação dos campeonatos para a disputa da Copa do Mundo e esteve relacionada a declarações do treinador sobre o elenco, que não teriam agradado ao clube. Renato comandou o time em 21 partidas, com nove vitórias, cinco empates e sete derrotas, chegando a 51% de aproveitamento.

Veja técnicos que já deixaram seus clubes no Brasileirão:

  1. Jorge Sampaoli — Atlético-MG;
  2. Fernando Diniz — Vasco;
  3. Juan Carlos Osorio — Remo;
  4. Filipe Luís — Flamengo;
  5. Hernán Crespo — São Paulo;
  6. Tite — Cruzeiro;
  7. Juan Pablo Vojvoda — Santos;
  8. Martín Anselmi — Botafogo;
  9. Gilmar Dal Pozzo — Chapecoense;
  10. Dorival Jr — Corinthians;
  11. Roger Machado — São Paulo;
  12. Fábio Matias — Chapecoense;
  13. Renato Gaúcho — Vasco;
  14. Luis Zubeldía — Fluminense;
  15. Franclim Carvalho — Botafogo.

 

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