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Aberta a temporada de testes para o lugar de Raphinha. Luiz Henrique sai na frente. Mas Endrick e Rayan também lutam, esperançosos

New Jersey, Estados Unidos

Existe a simples lógica.

E existem as surpresas de Carlo Ancelotti.

O treinador italiano não poderá contar com quem acreditava ser um dos diferenciais do Brasil nesta Copa do Mundo.

Raphinha.

O estiramento na coxa direita é grave.

Os rumores nos bastidores da CBF apontavam, primeiro, dez dias fora. Agora, já dizem que a recuperação vai levar 14 dias. E ele só estaria pronto para as quartas-de-final, caso o Brasil consiga se classificar.

Mas a chance é real de que não consiga voltar nesta Copa.

A imprensa espanhola sabe o quanto é frágil sua coxa direita. Na temporada passada, ele ficou cerca de cem dias sem poder jogar.

Ancelotti foi para a primeira opção lógica, previsível. Luiz Henrique. O atacante tem características muito parecidas com Raphinha. Canhoto, adora jogar na ponta direita.

Os dribles, as arrancadas, a força física são próximos aos do jogador do Barcelona. Raphinha, sem discussão, tem mais talento.

Repetindo, se houver lógica, o problema está resolvido. A entrada simples de Luiz Henrique.

Mas Ancelotti segue tentando compensar o tempo perdido na preparação da Seleção. Os anos em que o time ficou nas mãos de Fernando Diniz e Dorival Júnior.

E também testa outros dois atacantes na vaga de Raphinha.

E Rayan está na frente de Endrick.

Por um motivo muito simples.

Ele atua desde garoto, está acostumado a jogar pela direita e pelo meio, revezando com um centroavante. Ou um homem mais adiantado, que é Matheus Cunha, aqui na Seleção.

Canhoto, a revelação do Vasco se fixou na direita no Bournemouth. Ancelotti, quando teve de trocar Raphinha, contundido, contra o Haiti, apelou para Rayan.

Ele não foi tão bem.

Daí perde pontos para Luiz Henrique.

Por último, correndo por fora, vem Endrick.

Ao optar por ele, Ancelotti precisa mudar a movimentação toda do ataque. Matheus Cunha passaria a jogar como meia. E o italiano está satisfeito com o representante do Manchester United.

Endrick vem ganhando mais espaço na Seleção, na torcida e na mídia. Ancelotti ainda aposta que ele está imaturo para ganhar um lugar como titular na Seleção.

O certo é que o Brasil atacará a Escócia, porém equilibrado. Com três volantes para deixar os atacantes sem a obrigação de defender: Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá.

A Seleção precisa vencer, e por muitos gols, se puder.

O medo é que o time acabe em segundo no grupo C.

Isso aconteceria se o Brasil vencer, por exemplo, por 1 a 0, e Marrocos vencer por 5 a 0 o Haiti. A primeira colocação ficaria com a seleção africana, pelo saldo de gols.

Na segunda colocação, a Seleção faria seu primeiro jogo eliminatório, em Monterrey, no México.

Daí a importância da escolha correta do substituto de Raphinha.

Neymar?

Só nos minutos finais em Miami…

 

Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

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