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Documentário recorda a tragédia da menina Ana Kelly, morta aos 12 anos

Um crime que chocou a cidade de Guarabira e toda a região do Brejo em 2001, o brutal assassinato da menina Ana Kelly, então com 12 anos, é revisitado em uma reportagem que traz à tona a dor da família e o alerta urgente sobre a pedofilia. A tragédia, que completa 24 anos, é um marco de dor e indignação que permanece vivo na memória da população.

Menina Ana Kelly. Foto: Acervo Pessoal/Redes Sociais.

O caso remonta a 5 de julho de 2001, quando a estudante da sétima série do Colégio Osmar de Aquino, em Guarabira, desapareceu após sair de uma aula de computação. A ausência da jovem, descrita como carinhosa, que “brincava de boneca” e tinha um futuro brilhante, gerou desespero na família e mobilizou a comunidade em sua busca.

A dor se transformou em tragédia no dia seguinte, 6 de julho, quando o corpo de Ana Kelly foi encontrado sem vida em um quartinho nos fundos de uma serraria, no centro da cidade. O local era de propriedade do acusado, Antônio Ribeiro Galvão, de 61 anos.

A investigação revelou que a menina foi aliciada pelo criminoso, que usava a serraria e uma casa de jogos (videogames) frequentada pela juventude como atrativo. O corpo da vítima foi encontrado sobre a cama, e o laudo médico confirmou que Ana Kelly foi morta a três disparos de arma de fogo, sendo dois deles na cabeça.

Conduzido à delegacia, Antônio Galvão, após negar inicialmente, confessou o crime no Instituto de Polícia Científica (IPC) em João Pessoa. O próprio assassino alegou ao juiz que agiu por “paixão” e recusa da vítima. “Eu me apaixonei doutor, eu me apaixonei por ela. Ela não me quis, eu matei,” teria dito Falcão. O acusado foi preso, mas e, posteriormente, ele foi encontrado enforcado no presídio.

A mãe da vítima, Rosana Muniz, que estava na Suíça trabalhando para dar uma vida melhor aos filhos, soube da tragédia a milhares de quilômetros, tendo sua vida marcada por uma dor diária. Ela relata que a filha lutou para se defender, e que as unhas de Ana Kelly estavam “viradas, cheias de carne dele”.

A reportagem finaliza com um apelo à vigilância dos pais. O advogado Dr. Paulo Sérgio alerta que o pedófilo muitas vezes é “o lobo na pele do cordeiro”, lembrando que Antônio Falcão era um homem bem-conceituado na cidade. A memória de Ana Kelly foi homenageada com um conjunto habitacional em Guarabira e, 24 anos depois, seu nome continua sendo um símbolo da luta contra a pedofilia e a violência infanto-juvenil na região.

Guarabirafm.com

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