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Japão. O adversário ideal para o primeiro mata-mata do Brasil. Time lutador, mas com muitas falhas defensiva. ‘Para mim é 50% a 50%’ diz o técnico japonês

New Jersey, Estados Unidos

Japão.

O adversário ideal para o primeiro mata-mata da Seleção, nesta Copa do Mundo.

Com a vitória da Holanda por 3 a 1 sobre a Tunísia e o empate em 1 a 1 entre japoneses e suecos, nas partidas disputas ontem, a segunda colocada do grupo F e adversária do primeiro lugar do C, o Brasil, será o Japão.

E se alguém acredita que a derrota em Tóquio, por 3 a 2, em outubro de 2025 possa ter alguma influência no jogo de domingo, precisa lembrar do time que Ancelotti colocou em campo.

Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto (Caio Henrique); Casemiro, Bruno Guimarães (Joelinton) e Lucas Paquetá (Richarlison); Luiz Henrique (Estêvão), Vini Júnior (Rodrygo) e Gabriel Martinelli

Só quatro titulares naquela derrota formam no time principal que disputa a Copa aqui nos Estados Unidos.

O treinador italiano estava na curta fase de testes que teve antes do Mundial.

O Japão que veio e que conseguiu dois empates importantes, contra a Holanda e diante da Suécia, além de ter vencido a Tunísia por 4 a 0 é uma equipe competitiva.

Tem sua maior arma: a força coletiva.

Takefusa Kubo, meia que está no Real Sociedad há quatro temporadas é seu principal jogador. Habilidoso, inteligente e articulador dos contragolpes. Contundido,não jogou contra a Suécia, foi poupado para o mata-mata.

Precisa de atenção, principalmente de Casemiro, por sua técnica e velocidade. Se conseguir se recuperar.

O treinador Hajime Moriyasu, que comanda o time desde 2018, acredita em uma formação tática definida.

3-4-2-1.

A grande falha do time, que o torna ideal para o Brasil está na recomposição sem a bola. Na Copa, os adversários tiveram muitas chances, por conta da marcação falha.

A velocidade e habilidade de Vinicius Júnior têm tudo para serem fundamentais na segunda-feira.

Assim como a marcação forte dos atacantes na saída de bola. Os zagueiros japoneses não são habilidosos, muito pelo contrário.

Além disso há o lado emocional. Pressionados, os japoneses não tem demostrado maturidade, equilíbrio.

O Brasil terá um adversário que pode ser batido sem tanta dramaticidade.

Há grande disparidade entre os times.

O técnico Hajime teve dois momentos depois da classificação do seu time, após o empate com a Suécia.

Primeiro elogiou muito Ancelotti.

“Admiro muito o Ancelotti como treinador. Ele foi muito bem na Champions League, em cinco títulos. É um maravilhoso treinador.

“Acho que nunca serei como ele.”

Mas em seguida tinha de passar uma mensagem de otimismo ao Japão.

“Os últimos amistosos mostraram que o Japão não é mais aquele adversário fácil para o Brasil.

“Acredito que as chances de classificação para as oitavas de final são de 50% a 50%.”

Ele sabe que não é bem assim…

 

Cosme Rímoli|Cosme Rímoli, R7

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