
Com o aumento do fluxo de turistas na Paraíba nos meses de janeiro e fevereiro, a produção de resíduos também dispara: segundo a EMLUR, a geração diária de lixo sobe de cerca de 1 mil para 1,3 mil toneladas, um crescimento de 30%. Só neste período, 433 toneladas por dia acabam sendo descartadas de forma irregular.
Embora o turismo impulsione a economia local e fortaleça comunidades, ele pressiona ecossistemas sensíveis, exige mais água e energia e intensifica a necessidade de gestão de resíduos.
Para mitigar esses impactos, a EMLUR tem trabalhado junto à rede hoteleira, bares e restaurantes para separar o lixo orgânico do reciclável e programar o descarte próximo ao horário de coleta.
Além disso, há iniciativas sustentáveis em municípios paraibanos. Um exemplo é o Pesque e Pague Paraíso Verde Meu Xodó, em Pitanga da Estrada, que usa práticas naturais para produção (como usar esterco para adubar), preserva a vegetação nativa e envolve a comunidade local no trabalho.
Especialistas alertam para os riscos do turismo de massa: sem planejamento, o aumento de visitantes pode gerar impactos ambientais sérios. A professora da UFPB Denise Gadelha destaca a urgência de um turismo mais consciente, que gere valor sem degradar os recursos naturais.
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